A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, garantiu no final da manhã de sábado (7) em Porto Alegre que não faltará dinheiro para projetos apresentados pelos prefeitos brasileiros, durante apresentação dos princípios da continuidade do Programa de Aceleração do Crescimento, o PAC 2. Dilma falou por uma hora no encontro estadual “O PAC e o futuro do Brasil”, promovido pelo PT, para aproximadamente 150 prefeitos e vice-prefeitos do Rio Grande do Sul.
“Eu e os prefeitos temos certeza que o PAC é produto do esforço do setor público brasileiro ao perceber que desta vez, nessa etapa que nós estamos vivendo, é possível investir e é possível programar e vai ter dinheiro, porque nosso problema não é dinheiro mais, porque nunca deixamos uma obra ser interrompida ou ficar paralisada ou ficar no papel”, garantiu a ministra.
No entanto, antes de falar aos prefeitos e vice-prefeitos de vários partidos, no auditório Dante Barone, da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul, Dilma disse que ainda não estão fechados os valores a serem investidos no PAC 2. Segundo ela, as prefeituras não fazem projetos sem que haja a possibilidade de execução para guardar em uma “prateleira”, voltando a garantir que não faltarão recursos na nova fase do PAC, que será lançada antes que ela deixe a Casa Civil, desincompatibilizando-se para disputar a eleição presidencial.
O objetivo central do PAC 2, afirmou Dilma Rousseff, será financiar projetos de governos municipais e estaduais que garantam a melhoria da qualidade de vida da população. “Não interessa o crescimento de 1% na riqueza se ele não resultar também em um acréscimo para a melhoria da renda do emprego e para a melhoria das condições de vida d a população.”
Antes de terminar sua apresentação ela ainda brincou, dizendo que é metade mineira, já que nasceu em Minas Gerais, e metade gaúcha, por ter vivido grande parte de sua vida no Rio Grande do Sul, lembrando o que disse o escritor Luiz Fernando Veríssimo sobre sua origem. “O Luiz Fernando Veríssimo disse, quando assumi o Ministério de Minas e Energia, que eu era gaúcha de propósito. Acho o melhor jeito de dizer que eu sou gaúcha, no sentido amplo dessa história de propósito. De propósito, é com determinação de ser gaúcho e de propósito porque acho que ser gaúcho também tem esse desafio, assim com insistência, com uma certa determinação.”
Fonte: Jornal do Comércio/RS